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Sala de Imprensa

Para não fazer feio no intercâmbio

Data: 26/11/2009
Fonte: Jornal do Commercio

A recifense Marina Motta faz tempo que virou cidadã do mundo. Com a larga experiência de quem já se aboletou com malas e cuias em casas e países alheios 11 vezes, ela lança hoje, a partir das 17h, na Livraria Cultura, o livro Intercâmbio de A a Z. Gerente da agência Student Travel Bureau (STB), ela ensina o bê-á-bá da hospedagem, do ponto de vista de quem ocupa o sofá.

JC – Além de muita diplomacia e algum espírito esportivo, o que é preciso para ser um bom intercambista?

MARINA – Ter vontade de viver a experiência, a curiosidade de descobrir o novo e sobretudo a tolerância e o respeito em relação ao que pode, inicialmente, parecer diferente ou exótico.

JC – É gentil levar presentes para os donos da casa?

MARINA – Sim, quem não gosta de atenção? Levar um lembrancinha é sempre de bom tom. Sandálias Havaianas, peças de artesanato bordadas, pedras semipreciosas ou um bom livro ilustrado do Brasil são ótimas pedidas.

JC – O que não dá para fazer de jeito nenhum na casa alheia?

MARINA – Agir com indiferença. Os donos da casa merecem atenção e respeito. Existem regras de convivência que devem ser respeitadas. Enxugar o banheiro após o banho e arrumar o quarto são algumas dicas que dou.

JC – Brasileiro é conhecido pela falta de educação. Nos saímos bem no papel de intercambistas?

MARINA – Sim, nos saímos muito bem e as homestays, ou casas de família, acham os brasileiros simpáticos, comunicativos e risonhos. A maioria procura interagir com a família e respeita as regras.

JC – Para que faixa etária você recomenda uma experiência de intercâmbio?

MARINA – Existem programas para todas as faixas etárias. É possível, como aconteceu comigo, começar com programas de férias de quatro semanas para adolescentes dos 12 aos 17 anos. Para quem tem de 15 a 18, os programas de High School são os mais indicados. Cursos de idiomas com as mais variadas durações e enfoques (negócios, certificados, esportes) não têm limite de idade. Para os mais maduros, há programas de trabalho temporário remunerado ou estágios para universitários, além de cursos de especialização ou pós-graduação que podem ser feitos por jovens profissionais e adultos. A faixa etária ideal, na realidade, é aquela em que a pessoa decide passar um tempo fora. Quanto mais cedo melhor, lógico.

JC – Intercâmbio é uma prática que dá certo no mundo todo?

MARINA – Sim. Se intercâmbio era antes uma prática restrita apenas a países desenvolvidos, hoje é realidade nos emergentes, como Brasil, Rússia, China e Coreia do Sul. Por sinal, é nesses países que estão, hoje, quem diria, os maiores “consumidores” de educação internacional. Eles buscam intercâmbios na Europa, América do Norte e na Oceania. O fato de o Brasil estar nessa lista é um ótimo indício de que estamos cada dia mais cidadãos do mundo.

JC – Onde e quando a prática teve origem?

MARINA – No início do século 20, na Europa, surgiram as primeiras organizações voltadas para o turismo jovem. Mas as duas guerras mundiais interromperam o processo, que reiniciou apenas na década de 1960. A partir de 1970, a prática do intercâmbio começou a atrair jovens brasileiros. Na década de 90, o mercado consolidou-se. Hoje, o Brasil é o quarto país que mais envia estudantes para o exterior.

JC – Que problemas são mais comuns entre intercambistas e os donos da casa. Como evitá-los?

MARINA – Acredito que a falta de comunicação seja o maior problema de qualquer relacionamento. Muitas vezes, um pequeno problema pode se tornar uma bola de neve, pela falta de diálogo. Portanto minha dica é: perguntar sempre! “Posso fazer isso?”, “Você se incomodaria se eu fizesse aquilo?”, “Precisa de ajuda?”

JC – O que não pode faltar na mala de um intercambista prevenido?

MARINA – Remédios de uso corrente, roupas adequadas para o clima do local, despertador, dinheiro e cartão de crédito internacional, música brasileira, bom humor e jogo de cintura.

JC – E na hora de escolher uma família para integrar provisoriamente, que detalhes precisam ser observados?

MARINA – Cordialidade, limpeza e segurança são os itens mais importantes. As escolas e organizações sérias têm um controle rigoroso de suas famílias hospedeiras. No entanto, não dá para esperar o mesmo conforto e o aconchego de casa.

JC – Você fez muitos intercâmbios. Quais foram a melhor e a pior experiência?

MARINA – Todas as experiências foram ótimas. Dos onze intercâmbios que realizei, fiquei hospedada em casa de família em nove deles. Nos outros dois, fiquei em alojamento estudantil. As duas opções são muito válidas e recomendo ambas. Mas, em casa de família, o contato com a cultura local tende a ser maior. Passei pela experiência no Canadá, na Inglaterra, na França, na Alemanha e na Austrália. Mas só da França e do Canadá, onde passei mais tempo, tenho uma referência mais forte. As experiências mais curtas, como as que vivi na Inglaterra e na Austrália, deixam sempre um gostinho de quero mais.
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