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Austrália: clima e hospitalidade fazem crescer intercâmbio

Data: 06/09/2009
Fonte: Gazetaweb.com

Busca por cursos no país tem crescimento de 25%, segundo consulado

As praias, o clima parecido com o do Brasil e o povo hospitaleiro são alguns dos predicados que vêm fazendo com que cada vez mais jovens interessados em intercâmbio escolham a Austrália como destino. Segundo o consulado do país, de 2006 para 2007, a procura de brasileiros por esses cursos cresceu 45%. De 2007 para 2008, o aumento foi de 25%, percentual que deve se manter este ano.

Mas se engana quem pensa que só de sombra e água fresca vivem os estudantes: o visto permite 20 horas de trabalho semanais, o que ajuda muitos a se manterem por lá.

“Eu escolhi a Austrália por muitos motivos: o clima, parecido com o do Brasil, a economia, a política que funciona nesse país, a fama do povo acolhedor e receptivo dos australianos e a boa oferta de emprego daqui. Além de estudar, eu também tenho autorização para trabalhar 20 horas semanais e me manter”, conta Daniella Orosco, por e-mail. Ela está estudando inglês na cidade de Gold Coast, uma das mais procuradas, além de Sydney.

“Costumo chamar a Austrália do país das oportunidades, o povo te recepciona muito bem, te ajuda com a língua. O clima aqui é digno de se sentir em casa”, completa.

Semelhança com o Brasil
Segundo Priscila Trevisan, representante do departamento de educação do Consulado da Austrália no Brasil, há cerca de oito anos o país ainda era visto como um destino exótico. Partiu do governo um esforço de firmar a Austrália como destino educacional.

“Hoje é um destino que as pessoas conhecem, procuram. Os fatores que a gente identifica como atrativos para o estudante brasileiro são a qualidade da educação, a facilidade de se adaptar no país, pela semelhança com o Brasil, e o estilo de vida, o clima. São nacionalidades que se dão muito bem. Tudo isso somado atrai muitos brasileiros”, explica.

Ela conta ser comum o estudante viajar para passar quatro meses no país e acabar ficando um ou até dois anos. Desde que cursando cursos diferenciados:

“O visto é pela duração do curso. A pessoa pode fazer seis meses de inglês e depois optar por uma pós. Mas se quiser fazer três anos de curso de inglês o departamento de migração vai dizer que há algo errado...”.

Cresce procura por universidades
A maioria opta por cursos de inglês e de ensino tecnológico, mas vem crescendo a procura também pelo high school e pelas universidades, com cursos de graduação, mestrado e especialização.

“Para o high school, os pais estão percebendo que as escolas são voltadas para o desenvolvimento das habilidades do estudante. Tem uma gama muito grande de matérias e o jovem acaba descobrindo sua vocação”, explica Daniela Odin, diretora do Student Travel Bureau (STB) Pacific. “Já a universidade é um segmento que está crescendo. Não é o principal, mas tem aumentado a procura”.

Enquanto os cursos de inglês custam entre 200 e 400 dólares australianos (entre R$ 310 e R$ 620) por semana. Já o custo de um curso técnico fica entre dois mil e oito mil dólares australianos por semestre (entre R$ 3.110 e R$ 12.430). Já um curso numa universidade fica entre seis mil e 12 mil dólares australianos (de R$ 9.328 a R$ 18.655) o semestre, enquanto o high school sai por uma média de 15 mil dólares (R$ 23.319) o semestre, incluindo acomodação.

Acomodação em casa de família e depois, aluguel
Os valores – com exceção do high school – não incluem acomodação. Mas, segundo Daniela, a estadia em casa de família sai de 200 a 250 dólares australianos (entre R$ 310 e 380) por semana. Muitos brasileiros ficam em casa de família por até um mês e depois optam por alugar ou dividir um apartamento.

“Minha dica é tentar ficar o menor tempo possível em casa de família, pois são caras e, na maioria dos casos, é somente pura ilusão de que você vai falar mais inglês. Em muitos casos você pode dividir uma casa até mesmo com nativos (quero dizer, pessoas que têm o inglês como primeira língua), pagando muito menos e fazendo amizades que talvez durem para a vida toda”, aconselha o estudante Flavio Tanamati, de 27 anos, por e-mail, da Austrália, onde aportou depois de passar quase dois anos no Japão.

Imigração qualificada
Já o sonho de viver e trabalhar fora do Brasil levou o gaúcho Wagner Nunes, de 28 anos, a procurar o processo do Programa de Imigração Qualificada da Austrália. Desde setembro de 2008, ele vive em Sydney e trabalha no departamento de TI de um órgão do estado de New South Wales.

Seu blog, criado com a ideia de mandar notícias para os amigos e a família no Brasil, passou a servir como uma fonte de dicas para quem também quer aplicar para o visto de residência.

“Independentemente do tipo de visto, acho que o que atrai o brasileiro é principalmente o clima e a qualidade de vida que se pode ter aqui. Acredito que a maioria dos brasileiros que estão na Austrália hoje possui visto de estudante. Com um ou dois empregos part-time, conseguem uma renda suficiente para todas as despesas que terão enquanto vivem aqui: pagamento da matrícula do curso de inglês, renovação do visto, aluguel, alimentação, transporte e, na maioria das vezes, até é possível juntar uma graninha pra viajar pelas ilhas do pacífico e Ásia antes de voltar pro Brasil”.

Antes de fazer as malas

Planejamento

Para os cursos de inglês, Priscila Trevisan aconselha o estudante a começar a planejar sua viagem com pelo menos dois meses de antecedência. No caso do curso técnico, são necessários pelo menos quatro meses, que incluem pesquisa do curso e de instituições. Já no caso da faculdade, o ideal é que o estudante comece a se preparar com seis meses de antecedência.

O consulado mantém um site oficial, em 19 idiomas, com orientações para os que querem estudar no país, o www.studyinaustralia.gov.au. Segundo Priscila, o estudante pode planejar sua viagem sozinho ou por meio de agências de intercâmbio (o site aponta as que estão qualificadas). “Pela agência é mais fácil, mas é importante que o estudante faça a pesquisa dele sozinho. O ideal é fazer a pesquisa, encontrar o curso e se informar na instituição com que agência eles trabalham”. O telefone geral do consulado é (11) 2112-6200.

Outros sites para navegar
http://blog.wagnernunes.com (Blog mantido pelo brasileiro, que vive e trabalha na Austrália)

http://www.brasileirosnaaustralia.com (Comunidade de brasileiros com dicas e informações para aqueles que querem ir para o país)

Na ponta da língua
Para universidades, são exigidos exames de proficiência em inglês como o Toefl e o IELTS. Para o high school, é desejável que o estudante tenha alguma noção de inglês.

Veja as dicas de quem está por lá
“Se planeje bem, pois não está tão fácil achar um emprego hoje em dia. Chegue aqui, se possível, com um nível intermediário de inglês. Por fim, mas não menos importante, tente ficar pelo menos seis meses aqui aproveitando as oportunidades do país. Aqui o tempo voa de verdade e com certeza sentirá falta desse momento único”. (Flavio Tanamati)

“A primeira pergunta que se deve fazer é: o que eu quero fazer lá? A partir daí, deve-se escolher o visto mais apropriado. Para quem quer apenas visitar ou estudar, é relativamente simples e não muito custoso conseguir o visto. Já para quem tem planos de vir para ficar permanentemente, existem os vistos de imigrante qualificado e de imigrante patrocinado, em que uma empresa daqui ou um órgão do governo arca com as despesas do visto. Nesse caso, a dica é pesquisar o visto que se encaixa melhor em cada perfil no site do Departamento de Imigração (http://www.immi.gov.au). No site, tem um teste rápido, onde você responde algumas perguntas e o site indica qual o melhor visto pra você”. (Wagner Nunes)

“Eu aconselho as pessoas que querem vir para a Austrália a se cercarem de informações em agências, internet e até com pessoas que já estiveram aqui, para ter dicas, saber como fazer e se virar na chegada ao país. E vir com um bom dinheiro para se manter aqui enquanto procura emprego, uma vez que você tem que sair de porta em porta à procura de uma vaga, muitas vezes com seu inglês não muito bom, e estar aberto a conhecer pessoas, novas culturas e não ter vergonha de ser feliz”. (Daniella Orosco)

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