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Sala de Imprensa

Soltando o verbo: dicas para aprender um novo idioma

Data: 12/03/2014
Fonte: Zero Hora

A expectativa pela chegada de estrangeiros para a Copa reforça a importância de saber outras línguas.
Veja como se preparar:
 
Aos 55 anos, Maurício Henrique Estrázulas Vianna voltou à sala de aula para aprimorar seus conhecimentos em inglês e em francês. Guia turístico e operador de roteiros na Capital, entendeu que a realização da Copa do Mundo no Brasil era uma oportunidade na carreira não só dos 22 selecionados pelo técnico Luiz Felipe Scolari.
 
A expectativa de contato com um número maior de estrangeiros, bem como a vontade de atendê-los bem, levou-o para os cursos de idioma, em escola regular. No de inglês, ingressou há um ano. 
 
- A realização da Copa do Mundo por aqui acelerou minha necessidade de dominar outros idiomas. Mesmo com 55 anos, sempre estou em busca de novos desafios e culturas diferentes ? conta, motivado. - Meu objetivo maior é aprimorar e poder atender cada vez melhor os turistas que chegam ao nosso Estado, e, também poder ter mais acesso às informações de diversos países.
 
Na década de 1970, Maurício estudou inglês no colégio e para passar no vestibular. Na faculdade, entrou em contato com o espanhol, o que lhe permitiu se virar em viagens por países do Mercosul. Décadas depois, no entanto, viu que o domínio de um outro idioma, principalmente o inglês, significava exercer sua profissão com maior qualificação. Também começou, há pouco mais de um mês, a estudar francês.
 
- Graças ao contato com a internet, tenho facilidade para ler, mas, falar e escrever, somente através dos cursos que estou realizando ? explica. ? Estou em nível básico de inglês e iniciante do francês. Sei que existe melhora a cada dia, mas é necessário sempre investir tempo e dinheiro. Venho tentando estudar inglês há um ano, mas agora peguei "afú!".
 
A SITUAÇÃO
 
Maurício estuda inglês e francês para atender melhor os turistas que virão para a Copa do Mundo em Porto Alegre. São quatro horas por dia (nível básico) de inglês e duas horas por semana de francês (iniciante).
 
OS DESAFIOS
 
O trabalho como guia, que lhe toma as tardes e inclui viagens, ocupa bastante de seu tempo. Dificilmente consegue estudar em casa.
O maior desafio nos dois idiomas é a gramática.
 
COMO TENTA SUPERAR OS DESAFIOS
 
Aproveita a oferta de cursos gratuitos para complementar os estudos e, quanto às dificuldades com a gramática, não tem outro jeito: continua revendo as regras constantemente. Procura estar sempre informado, busca sites nos idiomas estudados, segue e compartilha bastante informações pelas redes sociais.
CHECKLIST
 
Você precisa fazer algumas perguntas antes de começar um curso
 
1. Por que motivo você quer estudar outro idioma?
2. No que você vai aplicar esse conhecimento?
3. Quanto tempo você tem para dedicar ao estudo do novo idioma?
 
Principais dúvidas
 
IDADE IDEAL
Quanto mais cedo o contato da criança com um segundo idioma, mais fácil é a aquisição do conhecimento?
Sim. Mas o contato precisa ser lúdico. E os pais têm de aprender a controlar sua própria expectativa em relação aos resultados.
 
TIMIDEZ
Inibição pode atrasar o processo de 
aquisição do novo idioma?
Sim. Se você é muito tímido, entenda que um curso será um exercício de superação. Nova linguagem se apropria por meio de trocas. Quanto menos você se expuser, há menos chances de viver essas experiências. O erro faz parte e é um aliado ao revelar em que pontos você precisa se dedicar mais para avançar.
 
RITMO DE APRENDIZADO
Existe um tempo exato para evoluir do iniciante para o intermediário e do intermediário para o avançado?
Depende. O aprendizado precisa passar por uma maturação, e cada aluno tem seu ritmo. Diferenças de evolução muito marcantes precisam ser apontadas e solucionadas pelos professores. Mas, de modo geral, em uma sala de aula, pode ocorrer de alguns estudantes dominarem melhor a escrita, enquanto outros estão mais seguros na conversação. Essas pequenas diferenças são até positivas, um grupo "puxa" o outro.
(Lauro Alves/Agencia RBS)
 
Defina sua estratégia
Prefere estudar sozinho? Acha a conversação essencial? Entre diferentes formas de aprender uma língua, escolha os métodos melhores para você
 
Um curso regular em escola de idioma não é a única forma de se apropriar de um segundo ou terceiro idioma. O modelo de ensino tem suas características e é preciso levar em conta se elas são adequadas ao perfil de quem está buscando o idioma. O mais provável, no entanto, é lançar mão de abordagens diferentes, em que uma complementa a outra, reforçando aspectos mais frágeis.
 
- Não há um método único, mas aquele que se adapta a cada tipo de estudante. Muitas vezes, haverá uma fusão: o aluno que frequenta uma escola regular faz um curso intensivo em outro país, escuta música, assiste a seus programas preferidos, participa de grupos etc - comenta Janaína de Aguiar, professora da Faculdade de Letras da PUCRS.
 
Coordenadora do Departamento de Letras Estrangeiras na mesma universidade, a professora Heloísa Delgado salienta:
 
- Todas as modalidades fazem bem às pessoas que querem aprender um idioma. Estudar em um curso regular faz o aluno ter um contato presencial importante para o seu desempenho linguístico e social, mas o online também, por exemplo. Além de um curso que, na minha opinião, deve ser feito para se obter uma aprendizagem mais formal da língua, o aluno deve estudar sozinho, seja por meio de livros ou de contato com seriados, filmes etc.
 
De qualquer forma, não existem milagres. Seja qual for a forma de estudo predominante, aprender um idioma estrangeiro requer tempo, investimento, dedicação e motivação.
 
SUPERDICAS
 
- Busque referências da instituição de ensino. Perfis nas redes sociais tornaram essa apreciação muito mais fácil. 
- Pergunte sobre a metodologia de ensino. Peça para olhar o material didático e conhecer a escola. Qualquer aluno que não está bem informado sobre a natureza do curso pode ter problemas.
- Se você já é adulto e o contato com o idioma já foi feito outras vezes, desafie-se. Entre no curso ou retome os estudos com uma meta lá adiante. Exemplo: viajar para um destino cujo idioma seja necessário. Ou apresentar-se em público.
- Quanto maior a exposição ao idioma pretendido, melhor. É importante variar. Ouça músicas, rádios, gravações no outro idioma ao longo do dia. Adote o hábito de assistir a canais da TV a cabo no idioma estudado.
(stock.xcnhg/Divulgação)
CURSO REGULAR EM ESCOLA DE IDIOMAS
 
PRÓS
- De modo geral, um curso regular promove oportunidades para o desenvolvimento da leitura, da fala, da escuta e da escrita de forma integrada.
- O professor está ali para conduzir o processo e orientar nos momentos mais críticos.
- Quem precisa de disciplina para estudar se favorece, pois há horários e dias predeterminados de aula.
- A condução do professor também dá mais segurança ao aluno, no sentido de que há uma direção e um avanço gradual nos estudos, do nível mais básico ao mais avançado.
 
CONTRAS
- Desfavorece quem não gosta ou não tem como aderir aos horários e dias fixos das atividades. 
- Ênfase demais em gramática ou material didático monótono, com temas fora do universo do estudante, podem desmotivar. 
- Aquisição de idioma é interação. Às vezes, uma sala muito cheia ou um ambiente competitivo comprometem a troca entre os alunos.
CURSO À DISTÂNCIA ONLINE
 
PRÓS
- Permite ao estudante liberdade para estudar na hora e nos dias em que se sentir à vontade.
- Os chats oferecidos são ambientes ideais para interação em outro idioma. 
- A possibilidade de gravar e escutar a pronúncia, com orientação de professores, é altamente positiva. 
- Há muita oferta de cursos, alguns bem específicos para o objetivo do estudante. É interessante buscar alguma chancela, avaliação isenta, sobre a qualidade do curso.
 
CONTRAS
- Exige comprometimento e força de vontade, porque o aluno tem autonomia sobre quando e como estudar.
- Manter a motivação é um desafio para o estudante. Ele terá de ser mais pró-ativo na busca pelo conteúdo. E resistir à tentação de pular aulas online em demasia, já que as assiste quando quer. Isso pode comprometer a qualidade da absorção das informações.
- Se o conhecimento ainda é muito básico e as instruções no ambiente virtual não forem em português, o aluno tende a se desmotivar.
SOZINHO, EM LIVROS, REDES SOCIAIS, BLOGS E SITES
 
PRÓS
- Dá maior autonomia para o aluno, o que, em tese, promove mais qualidade. 
- Se o interesse inicial do estudante é viajar, por exemplo, ele pode facilmente encontrar sites e blogs especializados no tema, que oferecem, inclusive, exercícios e curiosidades sobre diversas culturas. Esse envolvimento dinamiza a aprendizagem. 
- Redes sociais permitem a interação com amigos estrangeiros ou que estudam o mesmo idioma. E interagir é chave!
- Estrangeiros tendem a ser bem solícitos quando sabem que conversam ou interagem com alguém que está tentando aprender o idioma. 
 
CONTRAS
- A linguagem da web é mais informal e pode "enferrujar" o conhecimento formal do idioma. 
- Há tantos sites que o aluno pode ficar sem saber em qual confiar.
- A falta de um professor pode prejudicar a evolução da aprendizagem. 
- Uso de gírias ou falta de pontuação podem ser um problema.
EM GRUPO, EM ENCONTROS PARA BATE-PAPO PRESENCIAL
 
PRÓS
- É divertido, leve. Em suma, é a comunicação de fato acontecendo. Não se estuda um idioma só para saber. Se estuda para usar.
- O comprometimento com os encontros pode manter viva a motivação do estudo.
 
CONTRAS
- Para que haja debate de fato, é preciso estudar um tema com antecedência. Assim, tira-se mais proveito dos encontros e do desafio de se expressar.
- Alunos em um nível básico de conhecimento encontrarão dificuldades em manter um diálogo ou em manter e formular um raciocínio.
- É preciso manter certa disciplina e regularidade nos encontros. O foco deve estar voltado para o aprimoramento do idioma.
COM MÚSICAS, ASSISTINDO A SÉRIES, FILMES E PROGRAMAS
 
PRÓS
- É interessante para quem deseja desenvolver a linguagem informal. 
- Rica fonte de termos coloquiais, gírias e expressões cotidianas.
- Há prazer e motivação. Muitos alunos sabem de cor as frases de personagens de seus programas ou sabem cantar músicas inteiras de seus grupos e cantores prediletos. A preocupação fica para quem precisa usar o idioma em um mundo de negócios ou viagem, nestes ambientes a oralidade será muito necessária.
 
CONTRAS
- Não há orientação ou condução de professores, o que pode provocar uma sensação de não evolução no processo. 
- A capacidade de escrita e a interação com outras pessoas podem ficar comprometidas se o único contato com o idioma for por meio dessa estratégia.
- O conhecimento das normas cultas pode ficar aquém.
PESQUISANDO UM TEMA DE QUE GOSTA EM OUTRO IDIOMA
 
PRÓS
- O interesse e a motivação tendem a ser mantidos por mais tempo.
- O estudante encontrará mais facilidade para se expressar, já que o assunto o deixa mais relaxado. 
 
CONTRA
- Quando entrar em contato com outros contextos e temas, o aluno pode ter a expressividade limitada, já que o vocabulário fica restrito ao assunto de que mais gosta.
Fontes: Heloísa Delgado, coordenadora do Departamento de Letras Estrangeiras da PUCRS, Janaína de Aguiar, professora da Faculdade de Letras da PUCRS, e Anelise Burmeister, mestre em aquisição de linguagens e coordenadora do curso de Letras do UniRitter.
 
Qual o seu caso?
Confira dicas para evoluir no domínio do idioma estrangeiro
 
O aprendizado de um outro idioma é um processo gradual que deve ser praticado de forma contínua. As dificuldades vão aparecer, seja de expressão ou de compreensão, e elas devem servir de estímulo para continuar. 
 
O domínio da gramática e a aquisição de vocabulário caminham juntos à habilidade de escrita e leitura. E isso não tem fim, mesmo para quem já saiu dos níveis básico e intermediário. O desafio continua.
 
- O importante é se manter em contato, lendo, conversando com amigos que dominem a língua. Tem muita coisa na internet, grátis: jornais, revistas... Sem falar na literatura. O idioma precisa fazer parte da vida da pessoa, diariamente, de preferência. Não dá pra deixar para lá - avisa Anelise Burmeister, mestre em aquisição de linguagens e coordenadora do curso de Letras do UniRitter.
 
Fora os desafios naturais inerentes a um universo de leitura, fala e compreensão totalmente novos, os alunos lidam com seus próprios desafios pessoais. Entre os quais, a timidez e o medo de errar, que são muito comuns de acontecer. Muitas vezes, essas sensações podem estar relacionadas a uma experiência negativa na aprendizagem.
 
- É preciso, no entanto, prevenir que a timidez não se torne uma inimiga eterna do desenvolvimento do aluno ? alerta o professor de inglês Mauro Belo Schneider.
 
VAI AO EXTERIOR? PLANEJE JÁ!
 
Há uma série de providências a serem tomadas por quem pretende viajar para o Exterior em um intercâmbio, por exemplo. Por isso, as empresas alertam para a necessidade de planejamento e organização com seis meses de antecedência, no mínimo.
 
Entre as principais e mais importantes medidas a serem tomadas, está checar a validade de seu passaporte, que deve abranger, no mínimo, seis meses após a data de retorno. Se ainda não tem o documento ou está vencido, tem de ir até a unidade mais próxima da Polícia Federal (dpf.gov.br) para a confecção do documento.
 
Alguns destinos exigem que se esteja protegido de febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, difteria, tétano e hepatite B por meio de vacinação para cada uma delas.
 
Outros cuidados prévios ajudam a evitar decepções. É aconselhável buscar informações sobre as acomodações, a família com que vai ficar e as condições da residência ou dormitório para estudantes da universidade. Conversar com quem já foi para o mesmo destino ajuda, pois relatos pessoais podem dar conta melhor do grau de exposição ao idioma _ que, afinal, é o objetivo da viagem.
 
Não custa, ainda, conhecer um pouco da cultura local. Condições climáticas e hábitos alimentares também pesam na rotina, por isso, é melhor não ser totalmente surpreendido.
 
Vistos e exigências dos principais destinos
 
Austrália
O país é bastante exigente em relação aos documentos. Solicita comprovação de renda e de vínculos com o país de residência. O visto é eletrônico. Para viagem a turismo e estudos até 90 dias, o pedido deve ser solicitado no site www.immi.gov.au, e a demora é de 10 a 15 dias úteis. Para viagens a estudos acima de 90 dias e negócios, o pedido dever ser encaminhado à embaixada (www.brazil.embassy.gov.au) sem necessidade de entrevista. O processo demora de 20 a 30 dias úteis. A vacina de febre amarela é indispensável para seu embarque. O formulário para o requerimento de visto deve ser preenchido em inglês.
 
Canadá
Pedidos de visto são encaminhados sem necessidade de entrevista. Mas o consulado exige comprovação de renda e vínculos com o país de origem. Para um curso de até seis meses, o procedimento é o mesmo de turismo, e a demora é de 15 a 20 dias úteis. Se o curso for superior a seis meses, o visto exigido é o de estudante. Para isso, será necessário apresentar a aceitação da escola e fazer exames de saúde com um médico credenciado. Tratando-se de um visto para cursos com permanência superior a seis meses, o prazo para a conclusão do pedido de visto pode ser de até 60 dias.
 
Espanha
Se o tempo de permanência não passar dos 90 dias, brasileiros estão isentos de autorização. Se o período for maior, é necessário encaminhar o visto de estudante no consulado da Espanha, em Porto Alegre. Depois de encaminhar os documentos, a emissão leva de 20 a 30 dias. Contato do consulado: (51) 3321-1901.
 
França 
Não exige visto se o viajante ficar por um período de três meses. É somente pelo site do consulado que são agendadas as solicitações de vistos (http://saopaulo.ambafrance-br.org/). O comparecimento do solicitante para visto é obrigatório. Desde 2008, está valendo o sistema de coleta de dados biométricos (fotografia e impressões digitais) para todas as pessoas que precisam de visto. O processo todo dura 15 dias em média, a partir da data de entrada. O consulado aconselha verificar junto à lista de visto correspondente todos os documentos necessários _ um dossiê incompleto poderá acarretar risco de atraso em todo o processo ou até mesmo recusa. E o conteúdo dessa lista varia conforme o objetivo do viajante no território francês e o período previsto de estadia. Antes de se apresentar para o pedido de visto de estudante, é necessário ter cumprido todas as etapas do procedimento pré-consular CampusFrance. Para mais informações: www.brasil.campusfrance.org (consultar "Visto de estudante" e "Guias"). 
 
Nova Zelândia
A embaixada é exigente em relação à documentação de renda. Brasileiros não precisam de visto para permanecer por até 90 dias _ uma autorização é concedida na chegada ao país. Se o curso for superior a 90 dias, o visto é necessário. Se o curso for superior a seis meses, é necessário fazer exames de saúde com médico credenciado. Para o estudante que pretende frequentar 12 meses ou mais de curso, deverá realizar exames médicos completos. Não há mais representação consular no Brasil. O visto é feito pela Embaixada da Nova Zelândia nos EUA.
 
Fontes: Top Vistos e sites da Student Travel Bureau (STB) e do Consulado da França
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