• Mapa
  • Televendas (11) 3038-1551

Sala de Imprensa

Planejamento é fundamental para estudo no exterior

Data: 08/01/2014
Fonte: Belta

Acompanhar a variação cambial, colocar custos na planilha e poupar são medidas para otimizar a viagem lá fora.
 
Os dados da pesquisa “Mercado de Educação Internacional e Intercâmbio do Brasil” realizada pela Belta foram usados para compor a matéria “Planejamento é fundamental para estudo no exterior”, publicada no jornal Estado de Minas. Confira!
 
Praticar o inglês nas férias é para o analista de suporte Grillmon Pacheco um investimento na carreira. Tanto que passar pelo menos 30 dias no exterior virou um objetivo que tem sido cumprido com rigor por ele. Depois de viajar para os Estados Unidos e Nova Zelândia nos últimos dois anos, a ideia é conhecer a África do Sul ou até mesmo voltar aos EUA no fim deste ano. Para fazer a viagem com tranquilidade, sem comprometer as finanças, o planejamento começará com oito meses de antecedência. “Considero os custos com passagem, hospedagem, alimentação, gastos com esportes radicais, que gosto de praticar, passeios e viagens para cidades próximas. Tento guardar 40% do meu salário todos os meses para fazer a viagem”, conta.
 
 
O planejamento e o custo para fazer uma viagem, estudar no exterior ou fazer uma pós-graduação são os temas da segunda reportagem da série 2014 Bem Planejado, que o EM começou a publicar ontem. De acordo com números da Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais (Belta), 175 mil brasileiros deixaram o país para estudar no exterior em 2012, fazendo o mercado de intercâmbio movimentar US$ 1 trilhão. A expectativa das agências do setor é de crescimento nos próximos anos. Entre os cursos mais procurados estão os de idiomas, que custam de US$ 1.500 a US$ 16 mil, de acordo com o tempo de duração. Já as graduações variam de US$ 3.100 a US$ 70 mil.
 
Para que a viagem fique mais barata, a pesquisa, segundo Pacheco, começa na conversa com amigos e pessoas próximas, que acabam dando dicas para economizar. Outra saída é procurar alternativas mais baratas na internet, sempre colocando tudo na ponta do lápis. “A viagem planejada sempre sai mais em conta. Aquela feita do nada fica mais cara porque tem a questão da variação cambial e o fato de você ter que tirar dinheiro de onde não tem”, pondera. Para cumprir o objetivo, toda a reserva, de acordo com o analista de suporte, é colocada em uma poupança. “É como se fosse uma dívida, que preciso pagar todo mês. Tem que ter disciplina de guardar para não ter custos adicionais perto da viagem e se endividar”, reforça. O resultado, segundo Pacheco, é a tranquilidade tanto na ida, quanto na volta das férias.
 
Para que o sonho de viajar ou estudar fora do país não se transforme em pesadelo, Marina Passos, gerente da loja Student Travel Bureau (STB) de Belo Horizonte, agência especializada em turismo jovem e educação internacional, considera que o prazo do planejamento deve sempre começar de três a seis meses antes da viagem. “É preciso organizar as finanças e estabelecer metas claras para aproveitar”, lembra. Ainda de acordo com ela, é importante que o viajante acompanhe as alterações cambiais para aproveitar o momento em que o câmbio estiver mais baixo. Levar em consideração períodos de alta e baixa temporada também pode influenciar nos preços pagos pelo viajante.
 
Outro ponto importante para não perder o controle das finanças, segundo Marina, é lembrar a conversão da moeda tanto no planejamento quanto na viagem. “Entre os benefícios de ter um orçamento mais claro, está a possibilidade de, por exemplo, estender a viagem quando estiver lá e aparecer uma oportunidade”, considera. A gerente destaca ainda gastos pessoais, com alimentação, compras básicas, transporte e outros, que devem sempre estar em uma planilha. “Existe um investimento antes da viagem, mas existe o investimento durante a viagem, que pode desequilibrar o orçamento se não for bem pensado”, reforça.
 
COMO POUPAR
Dentro de todo o planejamento, o consultor financeiro Carlos Eduardo Freitas Costa reforça que a conta para saber o valor a ser poupado para estudar ou viajar não deve ser pensado apenas como uma porcentagem do salário. O ideal, segundo ele, é que a economia seja feita sobre o valor total do projeto, que deve ser dividido pelo prazo para a sua realização. Outra possibilidade para minimizar o esforço financeiro é a utilização de benefícios dados àqueles que trabalham. “Extras como 13º salário, um terço de férias, participação nos lucros e bônus podem ser direcionados para esse objetivo”, comenta.
 
Encarar a poupança como uma conta que deve ser paga todos os meses, assim como faz o analista de suporte Grillmon Pacheco, também pode ajudar na realização do plano. “Por se tratar de uma viagem muita gente guarda o que sobra, mas isso não dá certo. É preciso enxergar esse esforço como a despesa do sonho”, lembra. Entre as opções de investimento, ele considera as aplicações mais conservadoras e com boa liquidez, como poupança, as melhores opções.
 
“É uma forma de resgatar o dinheiro sem punição. Colocar num fundo mais agressivo, com rentabilidade maior, pode ser mais arriscado”, pondera. Para driblar a variação cambial, ele orienta que todo o planejamento seja feito com uma margem de segurança. “Ao planejar e comprar a moeda do país de destino, o ideal é jogar 20% a mais do valor, mas isso também não é garantia, já que a variação cambial pode ser maior”, considera.
 
Volta também é planejada
 
Segundo o educador financeiro e fundador da Academia do Dinheiro, Mauro Calil, investir só na poupança não é suficiente por a aplicação não conseguir repor a inflação, o que pode comprometer a viagem. “Há outras opções de investimentos com renda fixa, que incluem o Tesouro Direto, LCI e LCA. A renda variável é indicada para quem pode esperar até três anos para fazer o resgate e realizar a viagem.”
 
Para qualquer modalidade escolhida, viagem, intercâmbio ou estudos (pós-graduação ou outro curso), Calil reforça que é necessário avaliar todos os custos. “O quanto pode ser poupado pode ser variável. Se o candidato a viagem for solteiro e mora com os pais, pode guardar até 80% do salário. Se for uma pessoa casada ou com filhos, pode guardar 10% de sua renda. Isso dependerá muito da renda e das despesas mensais”, considera.
 
Para aqueles que trabalham e pensam em pedir uma licença ou deixar o emprego por um tempo para estudar uma segunda língua no exterior, o indicado, além do planejamento financeiro para a própria viagem, é uma programação para a volta. “Primeiro é preciso conversar com a empresa para o regresso, se poderá manter o emprego. Ou se poderá fazer um acordo para receber o FGTS”, considera Calil.
 
Outra dica para quem deseja viajar é sair do Brasil sem dívidas. “Procure zerar qualquer tipo de dívida, pois, após um período fora estudando, não terá renda suficiente para pagá-las”, lembra. “Não tome crédito. Se fizer crédito faça com parcimônia, mas é muito arriscado, porque não há segurança no retorno do período de estudos”, acrescenta.
 
TRABALHO
Para a volta, ele orienta que é necessário considerar o período de readaptação e aconselha uma conversa com headhunters, que conhecem o mercado e podem dar um panorama sobre as oportunidades de trabalho. “Nesse caso não podemos prever como estará a situação do mercado de trabalho no retorno, pode ser que esteja bom com eficiente empregabilidade ou desaquecido sem contratações”, reforça. (CM)
Voltar

Siga-nos

;
FALE AGORA COM A GENTE!
Maximizar aba
FALE AGORA COM A GENTE! Minimizar aba

O Atendimento Online do STB está disponível de segunda à sexta, das 9h às 19h e aos sábados das 10h00 às 13h00

Se preferir, clique aqui para enviar uma mensagem para nós e receba informações detalhadas sobre nossos produtos.