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Viagens ao exterior para aprender idiomas é dica para turbinar o currículo

Data: 13/07/2012
Fonte: Correio Braziliense Online

O tempo em que apenas dominar algum idioma estrangeiro era um grande diferencial no currículo já faz parte do passado. No disputado mercado de trabalho contemporâneo, as empresas estão exigindo cada vez mais dos candidatos — e experiências fora do país são muito bem-vistas. Não é à toa que o número de universitários (jovens na faixa de 18 a 25 anos) que partiram para o exterior em busca de cursos e intercâmbios aumentou em 40% no primeiro trimestre de 2012, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da agência StudentTravel Bureau (STB).

Um desses aventureiros de plantão é o estudante de administração da Universidade de Brasília (UnB) Eduardo Dantas, 24 anos. O jovem partiu para um curso de inglês de cinco semanas em Cidade do Cabo, na África do Sul, em março. “Escolhi a África do Sul porque fica em um continente que eu sempre quis conhecer. A cultura, a história e os mitos locais sempre me intrigaram. Foi um momento maravilhoso e intenso”, comenta.

Além do domínio do idioma, as empresas buscam profissionais com vivência no exterior por conta da experiência adquirida por esses. A gerente da STB de Brasília, Andréia da Cunha, afirma que algumas qualidades adquiridas nos intercâmbios são muito valorizadas no mercado de trabalho.

"Quando um gerente de Recursos Humanos pega um currículo de um jovem que morou fora, ele é mais valorizado, pois essa pessoa tende a ser mais maleável e mais adaptável que os concorrentes”, explica a especialista. Eduardo também já começa a colher os frutos da viagem. Ao voltar para o Brasil, ele foi aprovado no processo seletivo da AD&M, empresa junior de consultoria empresarial da UnB. O rapaz atribui o sucesso ao intercâmbio. “Aprendi a respeitar certas diferenças e a ter uma visão maior. Aprendi a me virar sozinho e isso é muito importante. A graduação é ummomento de experiências únicas e ter morado fora é um ponto extra profissional e pessoalmente.”

Durante o curso, Eduardo tinha uma rotina que misturava estudos, diversão e turismo, uma característica que também atrai diversos jovens. Ele morava em um hotel próximo à escola e estudava das 9h às 17h. Depois das aulas, ele se dedicava a explorar as cidades. “Costumava ir a pubs ou boates da Cidade do Cabo. Conseguia gerenciar meu tempo para estudar de forma apropriada e também curtir os lugares. Fiz escaladas. Lá tem montanhas incríveis, tive a oportunidade de escalar a Lions Head e a Table Mouintan. Visitei praias, comi em bons lugares e fiz passeios incríveis,
com um pequeno safári.”

Para os especialistas, a escolha de Eduardo foi acertada. A mistura equilibrada entre o aprendizado e o turismo é um dos maiores diferenciais que as pessoas podem trazer de um curso no exterior. “As pessoas embarcam achando que vão trazer apenas o idioma, mas voltam com uma vivência que é impossível de adquirir em cursos, por melhor que sejam, feitos no Brasil”, afirma Cunha.

Diferencial valioso

Muitas empresas exigem que seus funcionários saibam falar outra língua — até mesmo os que ainda estão no começo da carreira. Isso porque, num mundo globalizado, facilidade de comunicação e negociação com outros povos e países é fundamental. No escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe, um dos pré-requisitos mais importantes na hora de contratar os estagiários é a fluência no inglês. “Essa exigência se deve ao fato de que cerca de 80% dos nossos clientes são multinacionais”, esclarece Denise Bianchi, coordenadora de treinamento e desenvolvimento.

Uma das estagiárias é Priscila Lopes, 23 anos, que está no 8º semestre do curso de direito e trabalha no escritório desde novembro do ano passado. A estudante conta que a prova de admissão continha questões de gramática e uma redação com tema jurídico. “No começo fiquei um pouco assustada, pois nunca tinha usado esse vocabulário, mas consegui.” Priscila conta que usa o inglês no trabalho todos os dias, principalmente para traduzir documentos, como contratos e despachos. A estagiária morou na Nova Zelândia quando era criança e afirma que ter vivido um tempo fora a ajudou muito na pronúncia. “No entanto, tive que aprender depois a gramática e os termos técnicos do direito.”

Para o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Distrito Federal (ABRH-DF), HélioVasconcelos, conhecer outras línguas hoje é necessário, principalmente por causa da globalização, que amplia o contato com multinacionais, além de outros órgãos estrangeiros. “Claro que algumas profissões, como nas áreas de TI, turismo e aviação, esse vai ser um requisito mais exigido, mas em qualquer ramo é um diferencial, inclusive para quem faz programas de trainee ou estágio”, explica.
Vasconcelos aponta que o inglês é a língua padrão que todo candidato deveria saber. E o espanhol vem em segundo lugar.

Somente o inglês pode não ser o diferencial suficiente. Pensando nisso, Ricardo Pessoa, 23 anos, estudante de relações internacionais, ainda no ensino médio começou a estudar mandarim, que é hoje sua terceira língua. Na área de Ricardo, mandarim é praticamente uma necessidade. “Caso eu siga a carreira de diplomata, o Itamaraty tem um deficit de falantes do idioma”, conta. O jovem acredita que setores como turismo, educação, marketing e comércio apresentam possibilidades enormes para quem fala a língua, devido ao constante crescimento chinês.

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