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Trabalho como Au Pair atrai intercambistas

Data: 11/10/2011
Fonte: Terra - Operações Cambiais - SP - Online

Enquanto algumas pessoas evitam ficar no mesmo espaço físico que o irmão mais novo para esquivar-se de brigas, outras pagam para cuidar de crianças que não fazem parte de sua árvore genealógica e que vivem no exterior. Embora a situação possa parecer estranha para os mais desconfiados, esta é a fórmula que muitos jovens encontram para ganhar experiência longe do Brasil.

É assim que funciona o Au Pair, programa de intercâmbio regulamentado pelo governo americano, onde o intercambista mora com uma família dos Estados Unidos para cuidar dos filhos dessas pessoas. A duração mínima desse programa é de um ano, com a possibilidade se ser estendido por mais seis, nove ou doze meses.

Ana Luiza Figueiredo, gerente nacional de produto da Cultural Care Au Pair, explica que tanto meninas quanto meninos podem fazer este intercâmbio, mas este é pouco procurado por rapazes. “São poucos os homens que fazem, porque o interesse é bem menor. Eles não se identificam muito com o trabalho e, além disso, são poucas as famílias que desejam um Au Pair masculino”, conta.

Remuneração

Neste programa, o intercambista recebe um salário semanal de US$ 195,75. Além disso, os gastos que ele tem ao longo do ano são poucos. “A família dá acomodação, comida, ajuda na compra da passagem de ida e volta, empresta o carro etc. A Au Pair só tem as despesas pessoais no programa”, explica Ana Luiza.

Mas isso não é tudo. Ao longo do ano, a família ainda oferece US$ 500 para que a intercambista faça algum curso – exigido pelo programa. “Pode ser o curso que ela quiser, mas deve ser no tempo livre. Se o curso for mais caro, ela paga a diferença. Se for mais barato, pode fazer outro curso com o dinheiro restante”, ensina a gerente.

Para Frederico Morais, gerente de Intercâmbios de Trabalho da STB, esta é a grande vantagem do programa de Au Pair. “Este programa é bom, bonito e barato. Não existe outro com custo benefício tão bom quanto este. A menina tem como principal atividade o trabalho, mas também vai ganhar a oportunidade de estudar no exterior e ter um ganho cultural por morar com a família americana”, conta.

Como sempre quis morar fora, Giulia Ciavatta Kutuchian, de 22 anos, viu no intercâmbio de Au Pair a oportunidade para realizar seu sonho. Estudante de pedagogia, ela voltou recentemente da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, onde cuidou de três crianças. “Eram dois meninos, de um ano e meio e cinco anos, e uma menina, de apenas um ano”, conta.

Durante todo o ano, ela completou cinco cursos. Um preparatório do exame TOEFL, um curso de pronúncia, outro curso de inglês como segunda língua, francês e culinária. “Trabalhava de manhã e, à noite, estudava em uma universidade da região”, diz.

Requisitos do programa

Para fazer este tipo de intercâmbio, no entanto, não basta apenas gostar de crianças. Para começar, a interessada deve ter, pelo menos, o nível intermediário de inglês. “As próprias agências fazem provas para saber como as meninas estão com relação à segunda língua. Tem uma nota mínima para passar”, explica Ana Luiza.

Além disso, é necessário ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH), 200 horas de experiência com crianças, idade entre 18 e 26 anos, ser solteira, não ter filhos, ter passaporte e o segundo grau completo.

“Quando aprovadas, as novas Au Pairs passam por um treinamento obrigatório de três dias no estado de Nova York, em uma universidade própria da nossa empresa”, ressalta Ana Luiza. Neste espaço, todas as meninas se encontram e têm aulas sobre cuidados com as crianças, primeiros socorros, cultura americana etc.

Mais do que apenas os documentos, a interessada deve fazer o pagamento do programa, que é mais barato que outros tipos de intercâmbio. Na Cultural Care Au Pair, o programa custa R$ 1.749, aproximadamente US$ 970.

Quando o santo não bate

Como a Au Pair irá trabalhar com uma família desconhecida e com crianças que nunca viu na vida, pode ser que os dois lados da história não se entendam muito bem. “Essa situação é rara, mas pode acontecer”, diz Morais.

Caso isso ocorra, há a possibilidade de realocação da Au Pair. “Primeiro, sempre tentamos resolver a situação entre os envolvidos. Se não der certo, entramos no processo que chamamos de transição, em que procuramos outra família para a Au Pair e outra garota para a família”, diz Ana Luiza. A agência tem até duas semanas para conseguir fazer esta troca. Se isso acontecer pela segunda vez, porém, a Au Pair deve voltar ao Brasil – mesmo se o período de intercâmbio não tiver sido cumprido efetivamente.

Por isso, Giulia dá a dica. “O mais importante é saber escolher a família”, diz. Muitas vezes, explica, as meninas querem encontrar uma família logo para ter a certeza de que vão para os Estados Unidos e não a avaliam antes de embarcar. “Procure conhecer bem os pais, saber como são as crianças, converse com eles por e-mail e Skype. O resultado é mais gratificante”, garante.

Para quem está pensando em fazer este intercâmbio, Morais conta que o mês de novembro é muito bom para a colocação das Au Pairs. “A alta temporada é em abril, por isso, quanto antes começarem a se preparar, melhor”, conclui.

Embora estes programas sejam para os Estados Unidos, o intercâmbio de Au Pair pode ser feito para diferentes países do mundo inteiro.

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